Os mais otimistas em relação a essa iniciativa são predominantemente jovens, cidadãos do Nordeste e eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O levantamento, realizado nos dias 12 e 13 deste mês com 2.004 pessoas em 139 municípios, apresenta uma margem de erro de 2 pontos percentuais, para mais ou menos.
O otimismo em relação à economia brasileira, desencadeado pelas expectativas sobre o programa, é notável. Setenta e sete por cento dos entrevistados se mostram esperançosos quanto aos efeitos econômicos do Desenrola 2.0, sendo que 49% acreditam que a atividade econômica experimentará um impulso significativo, enquanto 28% preveem um impacto menor. Em contrapartida, 17% manifestam ceticismo sobre a capacidade do programa de gerar benefícios econômicos, e 5% não souberam opinar.
Analisando especificamente o impacto nas finanças pessoais, 53% afirmam que esperam resultados positivos derivados do programa. Dentre esses, 34% acreditam que o benefício será substancial, enquanto 19% consideram que a mudança será apenas moderada. Contudo, 40% dos entrevistados não veem expectativa de ganho pessoal.
A percepção dos entrevistados sobre os efeitos do Desenrola 2.0 se estende também aos familiares. Neste sentido, 33% acreditam que seus pais serão bastante beneficiados, enquanto 20% afirmam que haverá um leve impacto positivo, e 41% consideram que não haverá ganhos para eles.
A política desempenha um papel crucial nas expectativas sobre o programa. Entre os eleitores de Lula, 64% confiam que sentirão benefícios diretos, em contraste com os 44% de apoiadores de Flávio Bolsonaro. No Nordeste, região com forte suporte ao presidente, 62% dos moradores esperam benefícios diretos da iniciativa.
Os dados indicam um otimismo manifestado principalmente entre os mais jovens; na faixa etária de 25 a 34 anos, 60% dos entrevistados acreditam que suas finanças pessoais serão favorecidas pelo programa. Por outro lado, apenas 42% de quem possui mais de 60 anos compartilham do mesmo sentimento.
O Desenrola 2.0, uma atualização do programa de renegociação de dívidas do governo, é direcionado a pessoas com uma renda de até cinco salários mínimos. O programa oferece descontos de até 90% nas dívidas, limita juros a 1,99% ao mês e permite o uso de até 20% do saldo do FGTS para a quitação de debêntures. Com um prazo de validade de 90 dias, a iniciativa já possibilitou a renegociação de R$ 10 bilhões em dívidas bancárias.
O lançamento do programa ocorre em um cenário econômico desafiador, já que 47% da população reporta estar endividada, incluindo empréstimos, faturas de cartão de crédito e financiamentos. O endividamento é mais prevalente entre os jovens de 25 a 34 anos, com 56% enfrentando essa realidade. Aqueles que se autoclassificam como individualizados revelam que 62% das suas dívidas já se transformaram em inadimplência, destacando a urgência da intervenção governamental nesse campo.
