Apesar desse aumento pontual, vale ressaltar que a taxa de desocupação atual é a menor registrada para um primeiro trimestre desde que a pesquisa começou a ser realizada em 2012. O relatório do IBGE revela que aproximadamente 6,6 milhões de brasileiros estão à procura de trabalho, o que representa um crescimento de 19,6% em relação ao trimestre passado, ou seja, mais 1,1 milhão de indivíduos se juntaram à busca por uma ocupação. Em uma análise anual, no entanto, o quadro se apresenta de maneira um pouco mais positiva, já que houve uma redução de 13,0% no número de pessoas em busca de emprego, o que equivale a cerca de 980 mil brasileiros a menos nessa situação.
No que diz respeito ao número total de trabalhadores, houve uma diminuição de 1%, o que representa aproximadamente 1 milhão de postos de trabalho a menos, resultando em 102 milhões de pessoas empregadas. Esse número, no entanto, mostra-se 1,5% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior.
Os dados também trazem uma análise por setores de atividade. A pesquisa indicou que, em comparação ao trimestre encerrado em dezembro de 2025, não houve aumento no número de ocupações em nenhum dos dez grupos analisados, embora três setores tenham apresentado quedas notáveis: o comércio, com uma redução de 1,5% (menos 287 mil empregos); a administração pública, que perdeu 2,3% (menos 439 mil postos); e os serviços domésticos, que também despencaram 2,6% (menos 148 mil ocupações). Esses três setores, juntos, perderam mais de 870 mil empregos em um único trimestre.
Por outro lado, dois setores conseguiram resistir e até crescer em números absolutos de ocupações em comparação ao mesmo trimestre do ano anterior. O segmento de Informação, Comunicação e Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas viu um incremento de 3,2%, com a adição de 406 mil empregos. A administração pública também apresentou um resultado positivo, com um aumento de 4,8%, ou mais 860 mil trabalhadores.
Esses dados ressaltam os desafios enfrentados pelo mercado de trabalho brasileiro, ao mesmo tempo que evidenciam setores que têm se mostrado resilientes em meio a um cenário de alta desocupação. O desempenho futuro dependerá, em grande parte, das políticas públicas e das condições econômicas que poderão impactar o mercado de trabalho nos próximos meses.







