Os pesquisadores da Universidade de Pequim se debruçaram sobre uma antiga oficina metalúrgica na cidade, que se revelou rica em cadinhos, instrumentos utilizados na fundição de metais. Durante anos, a equipe examinou fragmentos de metal de várias partes da China e, ao analisar cerca de 80 cadinhos encontrados em Guangzhou, notou um aumento significativo no teor de zinco presente nas amostras. Essa observação despertou o interesse dos cientistas, pois coincidiu com registros escritos que mencionavam a produção de latão na região na mesma época.
Utilizando tecnologia de análise portátil por raios X, os arqueólogos puderam aprofundar seus estudos, identificando a composição química dos vasos. A pesquisa indicou um aumento incomum da presença de zinco, um dos componentes essenciais do latão, em amostras de períodos que correspondem ao IX e X séculos d.C. O arqueólogo Hongyan Xiao, que faz parte da equipe de pesquisa, comentou sobre a importância dessa correlação entre a evidência material e as fontes históricas.
Após análises adicionais, a equipe descobriu que a superfície de três cadinhos continha pequenas gotas de latão, que foram preservadas após o processo de fundição. Essa evidência é revolucionária, pois representa a primeira vez que registros físicos da produção de latão foram documentados no Leste Asiático, ressaltando a capacidade tecnológica e a complexidade das práticas metalúrgicas da época.
Este achado não apenas amplia a compreensão da metalurgia antiga na China, mas também abre novos horizontes para a pesquisa arqueológica na região, sugerindo que as interações comerciais e culturais na Ásia Oriental eram mais sofisticadas do que se pensava anteriormente.




