A reação de Lamour não se fez esperar após a divulgação de um polêmico projeto denominado FIFA Forward Enterprise (FFE), que tinha como proposta abrir espaço para investigações financeiras e vendas de ações a investidores. Chamando a iniciativa de “projeto de uma pessoa só”, o diretor de operações expressou sua insatisfação, afirmando que os funcionários estavam sendo enganados a respeito das diretrizes da entidade. Em uma declaração que repercutiu amplamente, Lamour disse que a situação era insustentável e que era hora de os líderes do futebol formularem as perguntas corretas e tomarem decisões adequadas.
Além de Lamour, Carlos Cordeiro, um assessor sênior de Infantino, também se demitiu em protesto contra o plano da FIFA, indicando que a crise que abala a organização é multifacetada e afeta diretamente aqueles que a compõem. O secretário-geral da FIFA, Mattias Grafstrom, confirmou a saída de Lamour em um e-mail para os funcionários, reconhecendo seu trabalho e expressando sua gratidão pela dedicação do ex-colega.
A situação se intensificou após uma reunião de emergência convocada por Infantino, na qual a FIFA se posicionou de forma defensiva, enviando uma carta às 211 federações do futebol mundial pedindo desculpas pelo tom do projeto FFE. A mensagem foi considerada uma ameaça velada a potenciais críticos, mas não conseguiu silenciar a crescente oposição liderada pela UEFA e outras confederações.
Diante desse cenário tumultuado, a expectativa é que a divisão interna persista até a próxima eleição presidencial da FIFA, marcada para março de 2027. Infantino, que já está no poder há uma década, tentará assegurar sua reeleição em meio a um panorama repleto de desafios e resistência.




