Esta área, que um dia desempenhou um papel estratégico na ligação entre o Adriático e o interior, revelou uma diversidade de sepulturas, todas rigorosamente documentadas sob supervisão científica e com financiamento da empresa responsável pelo projeto energético. A Superintendência de Arqueologia, Belas Artes e Paisagem das províncias de Chieti e Pescara confirmou a presença de diversas estruturas funerárias, incluindo covas simples e leitos de telhas que abrigam objetos de valor, como ornamentos de ferro e bronze, cerâmicas e outros artefatos rituais.
Esses achados não só oferecem um vislumbre das práticas funerárias dos antigos itálicos, mas também permitem inferências sobre suas identidades culturais. Os restos humanos encontrados poderão fornecer novos dados sobre a dieta e as condições de saúde da população da época, embora esses estudos ainda estejam em seus estágios iniciais. Além disso, há indícios de que a área continuou a ser utilizada durante o período helenístico e romano, sugerindo uma longa continuidade nas práticas daquele espaço.
A necrópole se insere na rica histórica de Histônio, a antiga Vasto, um centro importante para os frentanos antes da romanização. Essa descoberta sublinha não apenas a relevância histórica da região antes de se integrar ao império romano, mas também reflete as complexas redes de trocas e influências culturais que a caracterizavam.
A administração local decidiu manter o projeto em sigilo para prevenir saques e danos, considerando que o sítio arqueológico ainda se encontra em uma zona de construção ativa. Com a fase inicial das escavações concluída, novas campanhas arqueológicas estão programadas para explorar e documentar a extensão e a organização da necrópole, garantindo que esses fragmentos do passado não sejam perdidos na marcha da modernidade.





