As escavações resultaram na identificação de mais de mil artefatos que datam de mais de dois mil anos. Entre os objetos encontrados, destacam-se fundições de pedra e fragmentos de cadinhos, o que indica que o sítio abrigava oficinas dedicadas ao processamento de metais, particularmente ao bronze. Esses achados incluem uma variedade de ferramentas, como machados, agulhas, uma pulseira e uma faca, que confirmam a existência de uma atividade metalúrgica local significativa.
Um dos itens mais intrigantes é uma placa especial, que se acredita ter sido utilizada por artesãos para moldar e processar fios de metal. Especialistas sugerem que essa ferramenta foi essencial na produção de cotas de malha, um tipo de armadura que oferecia proteção aos soldados romanos. A placa possui uma série de furos gradualmente decrescentes, um design que facilitava a moldagem do fio metálico até atingir a espessura desejada. Sinais de ferrugem no interior da ferramenta apontam para seu uso frequente, reforçando a tese de sua importância na produção artesanal.
Para validar essas hipóteses, os pesquisadores irão realizar uma análise espectrométrica na placa, visando identificar resíduos metálicos. A descoberta de vestígios de metal poderia corroborar a teoria de que a ferramenta estava destinada à confecção de armaduras romanas. Além disso, planos estão em andamento para testes laboratoriais que ajudarão a determinar se os artefatos encontrados foram produzidos localmente ou importados de importantes centros metalúrgicos. Essa pesquisa não apenas ilumina aspectos da indústria metalúrgica romana, mas também contribui para uma compreensão mais ampla da vida e das práticas comerciais na Antiguidade.
