O castelo, datado do século XIV, foi encontrado enterrado a vários metros abaixo da superfície, em um processo que surpreendeu a equipe de arqueólogos envolvida na pesquisa. Situado no atual pátio do hotel Lagorce, que será transformado em um espaço cultural, o castelo revelou-se uma megaestrutura impressionante, com muralhas e detalhes arquitetônicos preservados ao longo dos séculos.
A construção do castelo segue o estilo “casa alpendre”, popular no século XIV, combinando elementos defensivos e residenciais em uma estrutura imponente. Com 42 metros de comprimento e 17 metros de largura, as paredes espessas de 5,60 metros revelam a grandiosidade do castelo, que inclui uma escada cerimonial bem preservada, uma janela amortecida e detalhes decorativos únicos.
Uma das descobertas mais fascinantes foi a presença de um moinho escondido sob o castelo, alimentado por um canal abastecido pelo riacho Marle. Os arqueólogos também encontraram latrinas, tubos de drenagem e evidências de um fosso que protegia o castelo de potenciais invasores, indicando a cuidadosa planificação defensiva da residência.
Acredita-se que o castelo pertencia ao duque da Bretanha, João IV, e os artefatos encontrados no local incluem moedas, joias, utensílios de cozinha e elementos de madeira datados dos séculos XV e XVI. Toda essa riqueza de detalhes revela não apenas a importância histórica do castelo de l’Hermine, mas também a vida cotidiana dos seus antigos moradores.
Essa descoberta arqueológica reforça a rica história da França e demonstra a importância de preservar e estudar o patrimônio cultural do país. O INRAP continuará a investigar o castelo de l’Hermine para desvendar mais segredos sobre esse fascinante monumento medieval.
