O achado mais notável, um banho público circular, é uma raridade que revela detalhes sobre as práticas sociais da Antiguidade, bem como a importância dos banhos na cultura egípcia. Este tipo de instalação era não apenas um local de higiene pessoal, mas também um centro de socialização, onde as pessoas se reuniam para interagir, discutir e relaxar. A estrutura foi encontrada em bom estado de conservação e está sendo analisada por arqueólogos que estudam as técnicas utilizadas em sua construção.
Ao lado do banho, a vila descoberta apresenta uma variedade de pisos de mosaico, que são verdadeiras obras de arte. As técnicas de mosaico, como o opus tessellatum e o opus sectile, ilustram a diversidade e a sofisticação das oficinas artísticas de Alexandria, refletindo a habilidade e a criatividade dos trabalhadores desse período. Esses pisos não apenas enfeitavam os espaços, mas também comunicavam um senso de status e estética aos moradores e visitantes.
Além das estruturas hidráulicas, que incluem uma pequena piscina alimentada por um criativo sistema de gestão de água, os arqueólogos também encontraram diversas estátuas de mármore de divindades, como Baco, Deus do Vinho, e Asclépio, Deus da Saúde. Essas descobertas são essenciais para entender as crenças religiosas e a rica mitologia que permeou a vida cotidiana na época.
Essas escavações em Alexandria, uma cidade com uma das mais ricas histórias do mundo antigo, estão reconfigurando o entendimento sobre seu urbanismo e a intersecção entre as culturas ptolemaica, romana e bizantina. O distrito de Moharam Bek, até então subestimado em termos de relevância histórica, agora se destaca como um importante sítio arqueológico que continua a oferecer novas narrativas sobre a vida e a cultura das civilizações que habitaram a região.







