Khallew chegou ao Rio na segunda-feira, acompanhado dos amigos Edson Luís de Araújo Filho e Adrian Damasceno Vieira, ambos de 20 anos. No dia seguinte, o trio visitou emblemáticos locais como o Cristo Redentor e o Jardim Botânico antes de se dirigir à Praia de Copacabana. Por volta das 14h30, durante um banho de mar, foram surpreendidos por uma forte correnteza, após uma série de ondas.
Em uma entrevista, Edson relatou o desespero que viveram ao serem arrastados para o alto-mar. Apesar da sinalização de bandeira vermelha, que indica risco para banho, a presença de outros banhistas criou uma falsa sensação de segurança. “Estávamos na água e, após algumas ondas, fomos levados para longe da costa. Eu sabia nadar, e foi com muito esforço que consegui voltar à beira. Depois de me recuperar, comecei a gritar por ajuda e rezei. Quando olhei de novo, só vi os bombeiros e meu namorado. O Khallew não apareceu”, comentou com tristeza.
Após o desaparecimento, Adrian registrou um boletim de ocorrência na 12ª DP de Copacabana, e o caso foi registrado oficialmente como desaparecimento nas águas. A angústia da família se intensificou quando os pais de Khallew e os dos amigos viajaram por 15 horas de carro de suas cidades até o Rio, chegando na manhã seguinte.
As buscas intensivas prosseguem, envolvendo equipes do Grupamento Marítimo de Copacabana, drones, embarcações, botes infláveis e até aeronaves. Até o fechamento do dia, não havia quaisquer notícias sobre o local. O Corpo de Bombeiros fez um apelo para que os banhistas respeitem as sinalizações de segurança, especialmente durante períodos de mar agitado, ressaltando a importância de evitar entrar na água quando bandeiras vermelhas estiverem hasteadas, dado o risco elevado que representam.





