Na última segunda-feira, Cleitinho, ainda abalado pela morte de seu irmão, Matheus Azevedo, que faleceu em decorrência de leucemia, manifestou sua dúvida sobre a aptidão para concorrer ao cargo. Em um vídeo divulgado com o presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, ele destacou que o luto o tornava incapaz de enfrentar uma nova campanha, pedindo desculpas e afirmando que não poderia aceitar essa responsabilidade no momento.
“Meu momento não está fácil para mim e para minha família. Não adianta eu entrar numa campanha agora do jeito que estou”, declarou Cleitinho, em lágrimas, demonstrando a fragilidade emocional que o acompanhava. Marcos Pereira, por sua vez, ressaltou que a decisão de não concorrer partiu do próprio senador, embora houvesse anteriormente a intenção de apoiar sua candidatura.
Um dia após o anúncio de sua desistência, Cleitinho voltou a Brasília e, diante de lideranças do partido, pediu uma nova oportunidade. Ele fez um apelo emocional, reconhecendo suas hesitações, mas salientando que a proposta vinda do Espírito Santo e sua fé o motivavam a insistir na candidatura. Contudo, Pereira, em um tom firme, negou o pedido, opinando que a inconstância do senador refletia uma irresponsabilidade em relação ao povo mineiro.
Entretanto, após novas discussões e um período de avaliação, as diretrizes do partido mudaram novamente. Cleitinho anunciou que o veto à sua candidatura havia sido revertido, abrindo espaço para que ele se lançasse oficialmente na disputa pelo governo. A decisão foi motivada por um pedido de desculpas do senador, que reconheceu suas falhas e se comprometeu a seguir em frente com a candidatura.
Em nota, o Republicanos comunicou que Cleitinho apresentara formalmente suas desculpas e reafirmou o compromisso de levar sua candidatura até o fim, consolidando uma trajetória repleta de desafios emocionais e políticos. Com essa mudança, o cenário para as eleições em Minas Gerais se torna ainda mais intrigante, refletindo as incertezas que permeiam a política nacional.




