Desafios da Verificação de Identidade no Setor Financeiro Aumentam com Fraudes e IA, Afirma Fabiola Marchiori da Fintech Neon durante a Rio Innovation Week 2026

Desafios da Identificação Digital no Setor Financeiro: Uma Análise Crítica

Nos últimos anos, a necessidade de verificar a identidade dos clientes tornou-se um imperativo para bancos, fintechs e outras instituições financeiras. Esse desafio se intensificou com o aumento de golpes e fraudes, potencializados pela evolução de tecnologias como a Inteligência Artificial. A preocupação é compartilhada por Fabiola Marchiori, Chief Technology Officer da fintech Neon, que ressalta a complexidade dessa tarefa durante sua participação na “Rio Innovation Week 2026”, um evento voltado para inovações no setor.

Marchiori destaca que a evolução da IA equipara as ferramentas disponíveis tanto para criminosos quanto para instituições financeiras, complicando a validação da identidade digital. A questão central, segundo a executiva, gira em torno de como garantir que a interação com o cliente seja realmente com ele e não com uma versão fabricada, como um deepfake. A proteger a identidade digital dos consumidores não se limita ao momento da abertura da conta, mas abrange todo o relacionamento que se segue.

Nesse contexto, a autenticação biométrica emerge como uma solução, embora também esteja sob ataque por parte de hackers. O Brasil, com seu sistema financeiro digital em rápida expansão, requer um constante aprimoramento nessas ferramentas de verificação. A CTO menciona a necessidade de avançar na tecnologia para diferenciar entre a identidade legítima de um cliente e as simulações criadas por IA, que já causam 11% das fraudes globais.

Além das fraudes digitais, Marchiori discute a ascensão das “contas laranjas”, que frequentemente se originam de indivíduos reais, mas são manipuladas para fins criminosos. Historicamente, essas contas eram associadas a documentos falsificados, mas a realidade é que os criminosos agora utilizam identidades autênticas, o que torna seu rastreamento e intervenção muito mais difíceis.

A colaboração entre o setor financeiro, reguladores, autoridades policiais e academia é apontada como uma estratégia essencial para o combate a esses crimes. A troca de informações sobre novos tipos de fraudes contribui para o fortalecimento das medidas de segurança em todo o mercado. A introdução de novas regulamentações e sistemas, como o MED 2.0, que permite rastrear transações financeiras em níveis mais profundos, é um passo em direção à eficácia nesse combate.

Fabiola Marchiori, que assumiu a área de Tecnologia na Neon há apenas seis meses, é uma voz importante na transformação dessa fintech. Com um currículo que inclui passagens pelo Nubank e pelo Itaú Unibanco, ela enfatiza a importância de não só implementar tecnologia, mas também criar uma cultura que priorize a segurança e a experiência do usuário. No final, é uma missão de garantir que as inovações no setor financeiro sejam uma proteção real e eficaz para o cidadão comum.

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