Deputados discutem proposta para alterar a Lei de Responsabilidade Fiscal e não considerar despesas de pessoal de municípios como contratos de serviços.

Após a recente aprovação do Projeto de Lei Complementar 519/18, os deputados estão agora em intensa discussão sobre o Projeto de Lei Complementar 164/12, que tramita em conjunto com o PLP 98/23. Essa proposta busca alterar a Lei de Responsabilidade Fiscal, especificamente no que diz respeito à consideração das despesas de pessoal dos municípios, excluindo os contratos de serviços dessa contabilização.

O deputado responsável pelo PLP 98/23, Gilson Daniel (Pode-ES), destacou a importância da iniciativa, citando uma decisão da ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Rosa Weber, que passou a incluir os serviços terceirizados como despesas com pessoal a serem computadas na Lei de Responsabilidade Fiscal. Isso resultou em mais de 3 mil municípios ultrapassando o limite de 54% estabelecido para gastos com pessoal. Segundo o deputado, essa decisão trouxe à tona uma nova abordagem no cálculo das despesas municipais com pessoal.

Outro ponto levantado durante as discussões foi a confusão causada pela decisão do STF, mencionado pelo deputado Pedro Paulo (PSD-RJ). Ele ressaltou que a medida está prejudicando a gestão financeira dos municípios, já que as despesas estatutárias de pessoal possuem regras mais rigorosas e distintas das previstas na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

A líder da Minoria, Bia Kicis (PL-DF), defendeu a aprovação da proposta como uma forma de cumprir a atribuição constitucional dos deputados. Ela ressaltou a importância de legislar e revisar decisões que ultrapassam a competência do Congresso Nacional.

Já o deputado Helder Salomão (PT-ES) levantou a questão da precarização das relações trabalhistas nos municípios, alertando para o possível aumento da terceirização e suas consequências a longo prazo.

Com a expectativa de ampliação dos serviços municipais, a proposta continua sendo debatida, levando em consideração os diferentes impactos que poderá causar na gestão pública e nas relações de trabalho. Mais informações sobre esse tema serão atualizadas conforme novos desdobramentos e posicionamentos dos parlamentares.

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