O Cetas, reconhecido como referência na reabilitação da fauna silvestre em Alagoas, opera sob a administração do Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA) em colaboração com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Entre as aves apreendidas estavam majestosos representantes da avifauna, como pintassilgos, canários, azulões, xexéus, caboclinhos e sabiás. Uma menção especial se faz à saíra-sete-cores, uma espécie cujo status é alarmante devido à sua ameaça de extinção, evidenciando a urgência do problema.
Gabriel Marques, veterinário da instituição, enfatizou que uma parte significativa das aves chegou em condições críticas, resultado das inadequadas condições de transporte. O acondicionamento em espaços restritos causou estresse significativo, complicando ainda mais a situação de saúde dos animais. “Realizamos a triagem e separam-os, proporcionando suporte nutricional e um ambiente propício para sua recuperação”, destacou o profissional, sublinhando a importância do cuidado e atenção às necessidades de cada espécie.
O passageiro responsável pelo transporte das aves foi autuado por práticas irregulares e maus-tratos, sendo informados sobre a severidade das penalidades que podem ser aplicadas, que variam de acordo com a gravidade da infração. No caso de espécies ameaçadas, as multas podem chegar a até R$ 5 mil por indivíduo.
O IMA/AL reitera a gravidade dos crimes ambientais relacionados à captura, transporte e comercialização de animais silvestres sem a devida autorização. A instituição apela à população para que colabore na proteção da fauna, denunciando práticas ilegais e ajudando a preservar a rica biodiversidade local. As ações conjuntas de instituições e cidadania são fundamentais para garantir um futuro mais seguro e saudável para a fauna silvestre.
