O deputado responsável pelo PLP 98/23, Gilson Daniel (Pode-ES), destacou a importância da iniciativa, citando uma decisão da ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Rosa Weber, que passou a incluir os serviços terceirizados como despesas com pessoal a serem computadas na Lei de Responsabilidade Fiscal. Isso resultou em mais de 3 mil municípios ultrapassando o limite de 54% estabelecido para gastos com pessoal. Segundo o deputado, essa decisão trouxe à tona uma nova abordagem no cálculo das despesas municipais com pessoal.
Outro ponto levantado durante as discussões foi a confusão causada pela decisão do STF, mencionado pelo deputado Pedro Paulo (PSD-RJ). Ele ressaltou que a medida está prejudicando a gestão financeira dos municípios, já que as despesas estatutárias de pessoal possuem regras mais rigorosas e distintas das previstas na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
A líder da Minoria, Bia Kicis (PL-DF), defendeu a aprovação da proposta como uma forma de cumprir a atribuição constitucional dos deputados. Ela ressaltou a importância de legislar e revisar decisões que ultrapassam a competência do Congresso Nacional.
Já o deputado Helder Salomão (PT-ES) levantou a questão da precarização das relações trabalhistas nos municípios, alertando para o possível aumento da terceirização e suas consequências a longo prazo.
Com a expectativa de ampliação dos serviços municipais, a proposta continua sendo debatida, levando em consideração os diferentes impactos que poderá causar na gestão pública e nas relações de trabalho. Mais informações sobre esse tema serão atualizadas conforme novos desdobramentos e posicionamentos dos parlamentares.






