Repasse de pagamentos com cartões do Will Bank entra em fase de normalização, segundo Associação Brasileira de Cartões de Crédito em congresso do setor

Após uma série de atrasos nos repasses aos lojistas decorrentes das transações realizadas com cartões do Will Bank, a situação começou a entrar em um processo de normalização, segundo a Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs). O assunto foi discutido em uma coletiva de imprensa durante o Congresso de Meios Eletrônicos de Pagamento (CMEP), um evento anual promovido pela entidade.

A preocupação com a retenção de um volume significativo de valores conectados às transações com cartões se intensificou. A Abecs destacou a necessidade de uma solução rápida após a liquidação extrajudicial do banco digital pelo Banco Central, que aconteceu há mais de um mês. O presidente da Abecs, Giancarlo Greco, afirmou que já existe um plano para facilitar o fluxo dos repasses e garantir que não ocorram novos problemas. No entanto, ele reconheceu a incerteza em torno dos prazos para a completa normalização do processo, não conseguindo dar uma resposta precisa sobre quando a situação se estabilizará.

O evento também abordou o caso da fintech Entrepay, que passou por intervenção do Banco Central, trazendo ineditismo e incertezas ao setor de pagamentos. A Abecs, que expressou estar completamente envolvida na situação, viu a necessidade de aprendizagens a partir desse episódio, que pode ter impactos duradouros nas relações entre os diversos agentes do setor. As principais bandeiras de cartões, como Mastercard e Visa, além do Nubank, estão envolvidas nessa situação, que já resultou em decisões judiciais impactantes.

Além disso, as discussões em torno da Resolução BCB nº 522, que estabelece novas regras para os arranjos de pagamentos, são importantes neste contexto. As bandeiras devem submeter seus regulamentos à autoridade monetária em maio, o que poderá alterar a dinâmica de responsabilidades entre os diversos agentes do setor. Giancarlo Greco enfatizou a necessidade de uma espécie de força-tarefa para solucionar problemas atuais durante esse período de transição, ressaltando que o Banco Central oferece apoio total nessa empreitada.

A transição para um modelo mais detalhado e centralizado, onde as bandeiras agem como “sub-reguladores”, poderá trazer maior visibilidade e fluidez nas operações. Este passo é essencial em um setor que se torna cada vez mais complexo, com a existência de uma variedade crescente de agentes envolvidos nas transações financeiras.

Jornal Rede Repórter - Click e confira!


Botão Voltar ao topo