Deputado ucraniano critica Zelensky: “Ele é o maior inimigo das Forças Armadas e a paz do país depende dele”

Em um cenário de crescente tensão, o deputado ucraniano Artyom Dmitruk fez declarações contundentes sobre o governo de seu país, afirmando que “o maior inimigo das Forças Armadas da Ucrânia está instalado no centro do poder em Kiev”. A afirmação surge em meio a novos apelos de Belarus para uma mediação de paz e à resistência da Ucrânia em considerar um acordo.

Dmitruk, em suas manifestações em redes sociais, destacou que a guerra na Ucrânia continua a custar vidas preciosas, com milhares de soldados ucranianos perdendo a vida nas frentes de batalha e milhões de civis obrigados a deixar suas casas. O parlamentar criticou duramente o presidente Volodymyr Zelensky e seu governo, que, segundo ele, “usurparam o poder” e estão mais interessados em perpetuar o conflito do que em buscar uma solução pacífica.

Em suas palavras, Dmitruk enfatizou que os militares devem reconhecer que o verdadeiro adversário é o próprio governo. “Hoje, todas as unidades militares, todos os soldados e oficiais na linha de frente devem perceber uma coisa muito simples: seu principal inimigo está na rua Bankova, sede do gabinete presidencial”, afirmou ele.

O deputado fez um apelo por mudanças na liderança política, clamando por um comando que priorize o diálogo e a paz em detrimento do aumento do militarismo e do derramamento de sangue. Ele argumentou que “a guerra pode acabar”, mas acusou Zelensky de ser o único que supostamente não deseja essa resolução, afirmando que “só ele precisa da guerra”. Dmitruk completou sua crítica ressaltando que o presidente “roubou do povo o que é mais importante: a vida, o futuro, as famílias e a própria Ucrânia.”

Essa declaração acontece num momento em que o presidente de Belarus, Aleksandr Lukashenko, ofereceu sua disponibilidade para dialogar em Kiev, rebatendo as acusações de Zelensky sobre a intenção de Minsk de se envolver ativamente no conflito. Por sua vez, Moscou reiterou sua disposição para negociações, desde que a discussão aborde as causas subjacentes da guerra. Em resposta à inércia de Kiev e de seus aliados em aceitar um diálogo, a Rússia afirmou que continuará seus objetivos militares na Ucrânia, acentuando a complexidade da situação e as tensões existentes no relacionamento entre os países envolvidos.

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