Beltrão expressou sua preocupação com a situação de centenas de famílias que, há décadas, habitam e trabalham na região, muitas das quais possuem propriedades e dedicaram uma vida inteira à construção de suas comunidades. O parlamentar enfatiza que é crucial que a atuação do poder público leve em consideração a preservação da paz social, a segurança jurídica e a proteção das famílias que estão na área de boa-fé. Além disso, ele destaca a necessidade de garantir indenizações quando apropriado.
No conteúdo do ofício, o deputado solicita transparência sobre o andamento do processo de regularização fundiária, incluindo informações sobre o número de famílias afetadas e os critérios que poderão ser aplicados em eventuais indenizações. “Defendemos uma solução que seja equilibrada, humana e responsável. Não podemos permitir que radicalismos ou medidas bruscas afetem famílias que trabalham e criam seus filhos na região há décadas”, ressaltou Beltrão.
O deputado ainda salientou que o conflito não deve ser resolvido por meio de confrontos entre indígenas e trabalhadores rurais. “O Estado precisa assumir sua responsabilidade e buscar soluções pacíficas, que garantam justiça e respeito às famílias envolvidas”, afirmou.
Além das preocupações em relação a remoções abruptas, Beltrão reivindica que qualquer ação futura seja conduzida com responsabilidade institucional e amplo diálogo social. Ele menciona que conflitos semelhantes entre áreas indígenas e agricultores também se manifestam em outras partes de Alagoas, exigindo uma atuação cuidadosa dos órgãos públicos.
Ao final de seu ofício à FUNAI, o deputado fez um apelo por informações adicionais. Ele requer um levantamento das ocupações existentes na região, o cadastramento de famílias não indígenas e um mapeamento detalhado das propriedades e unidades produtivas na área em disputa. A ação reflete um esforço genuíno de diálogo e busca por soluções que respeitem os direitos de todos os envolvidos, num momento delicado para a comunidade local.





