O diagnóstico do Parkinson foi feito pelo geriatra Nelson Carvalhaes, que identificou os sinais da doença. A partir daí, Suplicy procurou especialistas que confirmaram o diagnóstico e iniciaram o tratamento para combater o Mal degenerativo que afeta o sistema nervoso central de forma progressiva.
Em entrevista à “Folha”, o deputado declarou que, apesar do diagnóstico, nada mudou em sua vida. Ele afirmou que não percebeu os sintomas do Parkinson, sendo necessário a neurologista Luana Oliveira alertá-lo sobre alguns sintomas, como tremores nas mãos na hora de comer, segurar talheres ou tomar sopa.
Suplicy também relatou dores musculares na perna esquerda e desequilíbrio que o faz tropeçar e quase cair. Ele reuniu seus filhos para falar sobre o diagnóstico e avisar que tornaria público.
Um dos motivos que levou o deputado a divulgar seu diagnóstico foi a defesa da regulamentação da Cannabis medicinal para acesso público. Atualmente, pacientes sem condições financeiras encontram dificuldades para acessar o tratamento, já que o medicamento não está disponível no SUS e precisa ser obtido através de associações terapêuticas que acionam a Justiça.
Suplicy importou um vidro de Cannabis industrializada para iniciar seu tratamento em fevereiro. Ele toma cinco gotas do medicamento três vezes ao dia. Além disso, ele também faz uso do medicamento Prolopa, prescrito pelos médicos.
Uma audiência pública na Comissão de Legislação Participativa da Câmara dos Deputados, em Brasília, está marcada para tratar da regulamentação do cultivo e distribuição da Cannabis no país. Suplicy participará do evento, onde compartilhará sua experiência pessoal com a doença.
De acordo com o deputado, o tratamento com a Cannabis medicinal tem melhorado sua qualidade de vida. A dor na perna desapareceu, o tremor ao comer melhorou e ele tem conseguido caminhar com mais firmeza. O político também pratica exercícios físicos três vezes por semana com a ajuda de uma personal trainer.
A divulgação pública do diagnóstico de Parkinson por parte de Eduardo Suplicy serviu como uma forma de levar a conscientização sobre a doença e também para defender a importância da regulamentação do acesso à Cannabis medicinal no país.
