O clima de tensão aumentou significativamente quando a acusação apresentou mensagens trocadas entre Leila e Monique após a morte da criança. A testemunha afirmou não ter retornado à residência após o trágico ocorrido, mas as comunicações mostravam um cenário diferente: Leila continuava em contato profissional até ser dispensada por Monique. Em uma das mensagens, datada de 21 de março — quase duas semanas após o falecimento de Henry — Monique informou a Leila que ela “não precisava mais ir trabalhar”. Para os promotores, essa informação contradizia a narrativa apresentada por Leila no tribunal.
Além disso, outra mensagem recentemente exibida evidenciou que Leila mencionou ter sido convocada para depor na delegacia. A troca de mensagens revelou uma atuação coordenada entre Monique e outras pessoas envolvidas, indicando que estavam cientes das investigações.
O depoimento de Leila ainda trouxe novos elementos à discussão sobre o estado emocional de Henry no dia em que faleceu. A testemunha inicialmente negou ter afirmado que a criança saiu “apavorada” após Jairinho ficar sozinho com ela. Contudo, sob pressão da acusação, Leila mudou sua postura e reconheceu que ouviu a babá questionando Henry sobre um possível problema para andar.
Durante o questionamento, Leila também revelou que trabalhou no apartamento onde Henry morreu por cerca de dois meses, embora já prestasse serviços à família de Jairinho há mais tempo. As informações que ela forneceu, no entanto, mostraram pouco contato com a babá e com Jairinho, levantando dúvidas sobre a proximidade que tinha com o ambiente em que a tragédia ocorreu.
Henry Borel faleceu aos 4 anos, e o laudo necroscópico revelou múltiplas lesões em seu corpo. Jairinho e Monique enfrentam acusações graves, incluindo homicídio triplamente qualificado, tortura, coação de testemunha e fraude processual, em um caso que continua a despertar a atenção e indignação do público.
