De acordo com informações obtidas pela coluna, a prisão de Deolane Bezerra na Colônia Penal Feminina do Bom Pastor, em Recife, na semana passada, era considerada uma referência nacional. No entanto, a transferência para Buíque, que fica a 279 km da capital pernambucana, simboliza um agravamento da situação para a influenciadora, conforme fontes ligadas à investigação.
A Polícia Civil informou que a nova prisão de Deolane ocorreu devido ao descumprimento das medidas cautelares impostas pela Justiça para a concessão de sua prisão domiciliar. A influenciadora concedeu entrevistas após deixar o Bom Pastor, indo contra a determinação judicial.
A juíza Andréa Calado da Cruz, em sua decisão, afirmou que a prisão de Deolane longe de Recife era necessária para resguardar a paz pública. Segundo a magistrada, a escolha pela Colônia Penal Feminina de Buíque foi feita com o intuito de proporcionar estabilidade à situação e ao processo, afastando-a da influência intensa dos centros urbanos.
Além disso, a juíza considerou a presença de centenas de fãs de Deolane em frente ao Bom Pastor como um fator de risco para a tranquilidade das demais presas na unidade. A magistrada também ressaltou que, após a concessão de habeas corpus, Deolane descumpriu imediatamente as medidas cautelares ao dar entrevistas que deslegitimavam sua prisão. Ela alertou para a capacidade da influenciadora em mobilizar a opinião pública e criar um ambiente de pressão sobre as instituições judiciais.
Dessa forma, a prisão de Deolane Bezerra em Buíque representa um novo capítulo no caso, trazendo à tona questões sobre a influência da mídia e das redes sociais no desenrolar do processo judicial. A juíza enfatizou a importância de garantir a imparcialidade e a tranquilidade necessárias para a condução adequada do caso.







