Advogada é presa em Caruaru suspeita de homicídio após arrastar fiel depositário em cumprimento de ordem judicial; defesa alega confusão em abordagem.

Na tarde da última quinta-feira, 30 de abril, a advogada Fernanda Ferreira de Souza foi detida temporariamente em Caruaru, Pernambuco, como parte das investigações de um incidente que chocou a comunidade local. Fernanda é suspeita de envolvimento em tentativa de homicídio, direção perigosa e desobediência, após uma violenta ocorrência em que um fiel depositário foi arrastado pelo capô de seu carro.

A ação policial ocorreu no mesmo local onde o caso se desenrolou, sendo solicitada pela Polícia Civil de Pernambuco. As autoridades afirmaram que a prisão temporária era imprescindível para assegurar o andamento das investigações, destacando que a advogada representava um risco à sociedade e não fora localizada até aquele momento.

O incidente aconteceu na terça-feira, 28 de abril, no bairro do Salgado, durante o cumprimento de uma ordem judicial para a busca e apreensão do veículo de Fernanda. À medida que tentava deixar o local, a advogada supostamente colidiu com o fiel depositário, que ficou preso sob o capô do carro em movimento. O oficial de Justiça Marcones Alves Feliciano também estava presente no momento e foi um dos responsáveis pelo cumprimento da ordem judicial junto com seu colega Rodolfo Morais de Gusmão.

Imagens de câmeras de segurança capturaram o momento em que o veículo de Fernanda é seguido por uma viatura policial após o incidente. Agentes que estavam nas imediações perceberam a situação e deram início a uma perseguição. Tanto o oficial de Justiça quanto o fiel depositário sofreram ferimentos leves e episódios de abalo psicológico.

A tentativa de captura da advogada se estendeu até a terça-feira, mas não obteve sucesso inicial, levando as autoridades a considerarem Fernanda em local incerto, embora sem um mandado de prisão formalizado até então.

Durante o interrogatório após sua prisão, a advogada optou por permanecer em silêncio, e a Justiça decidiu suspender seu direito de dirigir. O veículo envolvido no caso foi registrado em um alerta nacional pela Polícia Rodoviária Federal, enquanto o celular de Fernanda foi apreendido para ajudar nas investigações.

A defesa da advogada se pronuncia alegando que Fernanda não tentou se ocultar e que não havia sido devidamente notificada sobre a ordem judicial. Segundo seus representantes, a advogada acredita que agiu em legítima defesa, uma vez que o homem que tentava apreender seu carro não se apresentou como uma autoridade.

As investigações seguem em andamento, com a Polícia Civil reunindo evidências e testemunhos para elucidar completamente o caso. A prisão temporária da advogada possui um prazo definido, podendo ser prorrogada ou transformada em uma prisão preventiva, dependendo dos desdobramentos das apurações.

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