Entidades sindicais de Alagoas protocolaram junto à Polícia Federal um pedido de apuração sobre investimentos realizados pelo Instituto de Previdência dos Servidores do Município de Maceió (Iprev Maceió) durante a gestão do ex-prefeito JHC. O documento foi entregue à superintendente da PF em Alagoas, Bruna Rizzato Barbosa, e reúne informações sobre operações financeiras envolvendo recursos previdenciários dos servidores municipais.
Entre as entidades que subscrevem o relatório estão representantes da Central Única dos Trabalhadores em Alagoas (CUT-AL) e sindicatos ligados ao funcionalismo público municipal. O material solicita que a Polícia Federal avalie a adoção de medidas investigativas para apurar possíveis irregularidades na aplicação de recursos do instituto.
Segundo o relatório, os questionamentos se concentram em investimentos realizados pelo Iprev em Letras Financeiras emitidas pelo Banco Master e em cotas do Fundo de Investimento Imobiliário Nest Eagle. As entidades também levantam dúvidas sobre aspectos da governança do regime próprio de previdência dos servidores de Maceió e sobre a contratação do Banco de Brasília para administrar a folha de pagamento do funcionalismo municipal.
De acordo com os sindicatos, a análise de documentos públicos, registros oficiais, denúncias e reportagens apontaria indícios de que recursos previdenciários pertencentes a servidores ativos, aposentados e pensionistas teriam sido aplicados em condições que merecem apuração pelos órgãos competentes. O relatório questiona os critérios utilizados em determinadas operações financeiras e alerta para possíveis impactos previdenciários e fiscais decorrentes dessas decisões.
No ofício encaminhado à Polícia Federal, as entidades pedem a investigação de eventual ocorrência de crimes e a análise de possíveis infrações à legislação administrativa. O documento também solicita a adoção das providências consideradas cabíveis caso sejam identificadas irregularidades.
O caso amplia a repercussão das discussões envolvendo investimentos de regimes próprios de previdência em ativos ligados ao Banco Master, tema que vem sendo acompanhado por órgãos de controle e por parlamentares em diferentes esferas. Até o momento, não há informação sobre a abertura formal de inquérito relacionado ao pedido apresentado pelas entidades sindicais.
