A ex-ministra dos Direitos Humanos no governo Bolsonaro foi convidada a participar da elaboração do plano de governo na área que lhe é familiar. Contudo, após conflitos internos e a falta de comunicação, Damares deixou claro que, embora esteja saindo agora, não descarta uma futura colaboração. “Já fiz o que era preciso no primeiro momento. Depois a gente volta a ajudar no governo de transição”, afirmou.
Damares também falou sobre os ataques recebidos por ela e por sua família, que, segundo a parlamentar, se intensificaram e passaram de críticas políticas para ameaças pessoais. Ela revelou que, após a escalada da crise, Flávio não a procurou mais, comentando de forma leve: “Ele está correndo”.
Recentemente, durante uma reunião da Comissão de Direitos Humanos do Senado, Damares compartilhou a gravidade das ameaças que vem enfrentando, incluindo informações alarmantes sobre ataques diretos a sua filha, que possui ascendência indígena. Ela mencionou que, em alguns casos, as ameaças foram tão grotescas que envolviam simulações de violência extrema, o que revela a profunda crise e a violência política que as mulheres enfrentam na atualidade.
Após esse discurso contundente, a senadora indicou que a bancada feminina do Senado está considerando a adoção de medidas institucionais para lidar com os crescentes episódios de violência política contra mulheres, independentemente de uma apresentação formal das vítimas. O cenário que envolve Damares Alves, Flávio Bolsonaro e Michelle Bolsonaro exemplifica a complexidade das relações políticas e familiares no Brasil atual, refletindo não apenas a luta pelo poder, mas também os perigos da retórica política que ultrapassa os limites do debate saudável.
