O principal objetivo do sistema é proteger o território continental dos EUA, incluindo o Alasca e o Havaí. Para isso, especialistas e relatórios do Congresso apontam que seriam necessárias quatro camadas distintas de defesa. Essas camadas contemplariam a utilização de milhares de satélites, além de sofisticados sistemas de radar e interceptores de mísseis. Um dos desafios significativos é a necessidade de criar cerca de 35 novas instalações regionais destinadas a neutralizar mísseis hipersônicos e de cruzeiro, o que aumenta ainda mais a complexidade e o custo do projeto.
Além disso, um estudo de orçamento do Congresso sugere que aproximadamente 7.800 satélites armados poderiam ser requeridos para interceptar de maneira eficaz ataques de mísseis balísticos intercontinentais. Essa cifra levanta questões sobre a viabilidade técnica e econômica de um sistema que depende de uma quantidade tão exorbitante de tecnologia espacial.
Segundo alguns analistas, mesmo que a Cúpula Dourada venha a ser implementada com sucesso, a sua eficácia permanece sob forte questionamento. A avaliação indica que adversários como a Rússia e a China, que possuem arsenais nucleares consideráveis, poderiam facilmente contornar o sistema, sobrecarregando suas capacidades defensivas. Assim, ainda que o projeto seja finalizado antes do fim do mandato de Trump, o consenso é de que ele pode não oferecer a proteção desejada contra ameaças emergentes.
A discussão em torno da Cúpula Dourada exemplifica um desafio significativo para a política de defesa dos Estados Unidos, mesclando a necessidade de inovação tecnológica com as realidades econômicas e estratégicas de um mundo em constante evolução.





