De acordo com relatos, algumas áreas de Havana viveram apagões que duraram mais de 40 horas, impactando não apenas a eletricidade, mas também o abastecimento de água, já que o fornecimento depende da operação de bombas que necessitam de eletricidade. A situação tem gerado preocupação entre a população, que enfrenta as consequências não apenas da falta de luz, mas também da dificuldade de acesso a serviços básicos.
O Ministro das Relações Exteriores, Bruno Rodríguez, expressou sua indignação nas redes sociais, atribuindo a crise energética a um bloqueio severo de petróleo e um embargo econômico que, segundo ele, busca minar a soberania cubana. Ele afirmou que essa situação constitui uma “punição coletiva” ao povo cubano e uma estratégia para desestabilizar a Revolução Cubana.
Em meio a essa crise, a UNE ainda enfrenta desafios significativos, como a instabilidade nas operações do Sistema Elétrico Nacional (SEN), que, mesmo restabelecido, continua sujeito a falhas recorrentes. A situação, que representa o quarto colapso da rede elétrica em 2026, destaca a fragilidade da infraestrutura energética de Cuba, agravada por sanções internacionais destinadas a limitar a importação de combustíveis.
Os funcionários de serviços públicos em diversas províncias têm relatado a necessidade de melhorias urgentes na capacidade de geração de energia. A crise não é apenas um problema técnico, mas um reflexo das tensões políticas que cercam a ilha caribenha, complicadas por relações conturbadas com os Estados Unidos, cujas políticas têm um impacto direto na vida dos cubanos.
Nesse contexto, a população cubana se vê forçada a encontrar formas de se adaptar a um cenário de incertezas e desafios, enquanto as autoridades tentam restaurar a normalidade e garantir que serviços essenciais sejam restabelecidos em meio a um clima de tensão. A luta por um fornecimento de energia está longe de ser resolvida, e as repercussões dessa crise ainda devem ressoar por algum tempo.
