Díaz-Canel afirmou que as novas restrições buscam agravar ainda mais as condições de vida dos cubanos, refletindo uma política hostil contínua dos Estados Unidos. Ele mencionou que o prejuízo financeiro acumulado em decorrência do bloqueio econômico já ultrapassa a marca de 178,7 bilhões de dólares, um valor que representa não só a perda econômica, mas também um desafio humanitário sem precedentes.
A crítica ao governo dos Estados Unidos não veio apenas do presidente, mas também do chanceler cubano, Bruno Rodríguez. Em suas manifestações, Rodríguez enfatizou que essa onda de sanções visa castigar toda a população cubana e intensificar o sofrimento social. Ele definiu as ações de Washington como criminosas e destacou o caráter agressivo das medidas.
As sanções recentes foram inicialmente anunciadas pelo governo do ex-presidente Donald Trump e incluem não apenas restrições ao turismo, mas também a empresas ligadas à importação de combustíveis e à intermediação de bens e serviços. Além disso, foram incluídas na lista de restrições entidades como as Milícias de Tropas Territoriais e a Associação de Combatentes da Revolução Cubana, sob a alegação de que essas organizações ajudam a financiar o governo cubano.
Diante desse cenário desafiador, o Brasil se mobilizou para fornecer ajuda humanitária. O governo brasileiro organizou o envio de 48 toneladas de leite em pó para a ilha, em um esforço coordenado pela Agência Brasileira de Cooperação, com objetivo de mitigar a crise de desabastecimento que o país enfrenta. Essa operação inclui dois voos da Força Aérea Brasileira com destino a Santiago de Cuba, destacando a solidariedade da nação sul-americana em tempos de necessidade. A relação entre Cuba e Brasil se mostra, portanto, um exemplo de cooperação internacional em momentos de crise, mesmo em meio a tensões geopolíticas.
