Crise política em Washington preocupa líderes europeus em relação à ajuda dos EUA à Ucrânia em meio à invasão russa

Cerca de 50 líderes europeus se reuniram na cidade de Granada, na Espanha, com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, para discutir o impacto da crise política em Washington na ajuda dos Estados Unidos à Ucrânia em meio à invasão russa. Durante a cúpula da Comunidade Política Europeia, Joseph Borrell, chefe da diplomacia da União Europeia, expressou preocupação com a capacidade da Europa de substituir os EUA. Ele destacou que a UE está considerando a criação de um fundo de 20 bilhões de euros ao longo de quatro anos para apoiar os militares ucranianos.

Zelensky compartilhou suas preocupações sobre a incerteza da ajuda dos EUA devido ao atual período político conturbado nos Estados Unidos, com eleições presidenciais se aproximando. Segundo o presidente ucraniano, há vozes discordantes sobre a ajuda à Ucrânia, mas ele ainda expressa confiança nos Estados Unidos. Pouco tempo depois, Zelensky denunciou um ataque terrorista da Rússia que resultou em dezenas de mortes em uma cidade no leste do país.

O futuro da ajuda dos EUA à Ucrânia está indefinido devido à crise política em Washington. O Congresso americano tem um prazo para aprovar um orçamento anual que inclua uma nova alocação para Kiev. Caso isso não aconteça, a ajuda norte-americana às forças ucranianas será limitada a apenas alguns meses. O presidente Joe Biden demonstrou preocupação com o futuro da ajuda, mas prometeu fazer um discurso enfatizando a importância de continuar apoiando a Ucrânia militar e financeiramente.

A cúpula da Comunidade Política Europeia foi prejudicada pelas ausências do presidente do Azerbaijão, Ilham Aliyev, e do presidente turco, Recep Tayyip Erdogan. A reunião entre Aliyev e o primeiro-ministro armênio, Nikol Pashinian, que estava presente em Granada, tinha sido aguardada como um dos destaques do encontro, mas foi cancelada devido a desentendimentos com a Europa em relação à Armênia.

Um tema importante da cúpula foi a migração, que foi colocado no centro das discussões pelos primeiros-ministros britânico e italiano. Os 27 Estados-membros da União Europeia chegaram a um acordo para organizar uma resposta coletiva à chegada de um grande número de migrantes. Esse acordo é considerado um ponto de virada importante no debate sobre migração na UE.

A cúpula da Comunidade Política Europeia, idealizada pelo presidente francês Emmanuel Macron, busca reunir não apenas os países da União Europeia, mas também outros países que possuem diferentes posições em relação ao bloco. A ausência de Erdogan pela segunda vez consecutiva enfraquece a EPC, que foi projetada para lidar com Ancara em um formato diferente da UE.

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