Após a invasão, o Equador tomou a decisão de transferir o ex-vice-presidente para uma prisão de segurança máxima, o que tem gerado questionamentos sobre os limites legais dessa ação. A possibilidade de o Equador ter invadido a embaixada do México para prender o ex-vice-presidente também tem gerado debates sobre a violação da Convenção de Viena.
Além disso, as repercussões econômicas dessa crise diplomática já se fazem sentir, com as negociações para um tratado de livre comércio entre México e Equador sendo colocadas em “pausa”. Isso pode impactar a entrada do Equador na Aliança do Pacífico e, consequentemente, seu acesso ao mercado asiático.
Outra consequência da invasão à embaixada do México é a reação de outros países da região. Governos de diversos espectros políticos, como Brasil, Colômbia, Venezuela e Chile, rejeitaram a ação equatoriana, com a Nicarágua e a Bolívia tomando medidas mais drásticas, como o rompimento de relações com o Equador.
Apesar da rejeição internacional, o presidente equatoriano, Daniel Noboa, têm se fortalecido politicamente internamente, apresentando a operação como parte de sua “luta contra a impunidade”. Noboa, que se autodeclara de centro-esquerda, conta com o apoio da direita no parlamento e busca se mostrar como um líder firme, em meio a um clima de instabilidade política.
Para os especialistas, a ação do Equador na invasão à embaixada do México representa um episódio sem precedentes na diplomacia internacional e tende a ter desdobramentos significativos nas relações bilaterais e multilaterais da região. A comunidade internacional segue atenta aos desdobramentos dessa crise, enquanto o Equador enfrenta as consequências de suas ações.






