O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em uma recente entrevista ao jornal alemão Der Spiegel, expressou a determinação do Brasil em revitalizar sua indústria de fertilizantes. A medida visa reduzir a dependência do país em relação a importações, frente aos desafios globais intensificados pela guerra entre Rússia e Ucrânia.
Lula criticou a administração do ex-presidente Jair Bolsonaro, a qual, segundo ele, levou ao fechamento de diversas fábricas de fertilizantes no Brasil. O atual presidente lamentou que a produção interna de fertilizantes não tenha sido incentivada ao longo das últimas décadas, afirmando que há 20 ou 30 anos havia a necessidade de um impulso nesse setor. “Desde o início da guerra na Ucrânia, surgiram problemas significativos com o fornecimento de fertilizantes. Devíamos ter fortalecido nossa produção interna antes, mas, ao contrário, enfrentamos a desativação de algumas fábricas”, declarou Lula, reafirmando seu compromisso de reconstruir a indústria nacional de fertilizantes para garantir a autonomia do Brasil.
Além de abordar a questão dos fertilizantes, o presidente também se pronunciou sobre os possíveis impactos da situação no Oriente Médio. O conflito, que se intensificou após ações dos Estados Unidos e Israel que resultaram na morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, teve reflexos diretos nos preços da energia global. Lula destacou que o governo brasileiro tem implementado uma série de medidas para mitigar um aumento nos preços da gasolina, diesel e querosene, que refletiria essa tensão.
“Com esta guerra, os preços da gasolina nos Estados Unidos aumentaram em 35%. Aqui no Brasil, estamos tomando medidas para que os preços não subam, protegendo assim o bolso dos brasileiros”, comentou o presidente, enfatizando a prioridade em manter a estabilidade econômica nacional.
Lula também se preparou para participar da Feira de Hannover, ao lado do chanceler alemão Friedrich Merz, onde pretende destacar os avanços do Brasil no campo dos biocombustíveis. O evento é visto como uma válvula de escape para apresentar o potencial do país neste setor emergente, uma alternativa que pode oferecer novas oportunidades tanto para a indústria quanto para o mercado internacional. A participação na feira reforça o compromisso do governo brasileiro em posicionar o Brasil como um competidor relevante no cenário global de tecnologias sustentáveis e energias renováveis.






