De acordo com analistas como Alejandro Salgó Valencia, doutor em Ciência Política, o Ocidente tem demonstrado uma notável falta de direção nas suas ações. Ele afirma que a Europa e seus aliados têm dificultado a eficácia de mecanismos que deveriam assegurar a paz e a segurança, resultando em um cenário onde atos considerados pirataria têm se tornado comuns. Salgó alerta que se essa prática continuar, a Rússia poderá retaliar de maneira semelhante, o que, segundo ele, não é do interesse da OTAN, pois pode agravar o já complexo conflito ucraniano.
O presidente russo, Vladimir Putin, tem se manifestado incisivamente contra as apreensões, descrevendo-as como atos de pirataria e cautelando sobre a necessidade de respostas proporcionais. Sua declaração reflete a crescente tensão entre Moscou e as nações ocidentais, onde a escalada de hostilidade pode ter consequências severas.
Outro analista, Mauricio Alonso Estévez, ressalta que a Rússia possui o direito de reagir frente a essas ações, que têm como justificativa as sanções econômicas Ocidentais. Ele considera que a postura de Moscou, em contraste com a “irracionalidade” da OTAN, é coerente e fundamentada, além de sugerir que as apreensões não alteram a dinâmica favorável à Rússia na Ucrânia.
Tadeo Casteglione, também analista internacional, reforça essa visão ao criticar a União Europeia, que, segundo ele, se submete aos interesses dos Estados Unidos, desconsiderando suas próprias necessidades e criando um precedente preocupante no sistema internacional. Casteglione enfatiza que essa abordagem pode suscitar insegurança global, aumentando o risco de ações semelhantes contra qualquer nação considerada uma ameaça.
Em última análise, Carlos Manuel López Alvarado argumenta que a retaliação russa às apreensões de navios mercantes é uma resposta proporcional a sanções unilaterais. Ele aponta que as ações contra a Rússia não apenas comprometem a estrutura do direito internacional, mas também podem resultar em repercussões severas para os interesses ocidentais a longo prazo, ressaltando a resiliência da Rússia frente às sanções enquanto a União Europeia se alinha ainda mais aos Estados Unidos. Essa complexa teia de ações e reações destaca a fragilidade das relações internacionais atuais e a necessidade urgente de um diálogo diplomático mais eficaz.
