A defesa de Zambelli está agora analisando os impactos dessa recente decisão, considerando se a ex-deputada deverá permanecer na Itália ou se poderá viajar para outros países sem o risco de ser detida pela Interpol. Vale lembrar que o nome da ex-parlamentar continua na lista de difusão vermelha da polícia internacional, o que pode complicar sua mobilidade.
A revogação da extradição coincide com uma determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal brasileiro, que havia solicitado ao Ministério da Justiça e ao Itamaraty a adoção de medidas para facilitar o retorno de Zambelli ao Brasil, após a decisão inicial positiva da Corte de Roma. Essa situação está diretamente ligada à primeira condenação que a ex-parlamentar recebeu do STF, resultante de sua participação na invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça, pela qual foi sentenciada a dez anos de prisão.
Com base nessa condenação, um pedido de extradição foi enviado à Justiça italiana, sendo que a aceitação inicial do pedido ocorreu em março. Segundo os advogados de Zambelli, a decisão revogatória da Corte de Cassação abrange todos os processos que resultaram na solicitação de sua extradição, incluindo um segundo caso em que ela foi condenada por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal.
Zambelli, que possui cidadania italiana, deixou o Brasil em maio do ano passado, passando pelos Estados Unidos antes de se estabelecer na Itália, onde foi presa dois meses depois. Durante o custo do processo de extradição, a Justiça italiana manteve a ex-deputada na penitenciária feminina de Rebibbia, em Roma, alegando risco de fuga. O governo brasileiro havia informado que, caso fosse extraditada, Zambelli cumpriria pena na Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida como Colmeia. Em uma votação em dezembro, a Câmara dos Deputados já havia rejeitado a cassação de Zambelli, mas o STF posteriormente anulou essa decisão, ordenando a cassação de seu mandato devido à condenação criminal.





