Coreia do Norte incorpora status de potência nuclear à Constituição em meio a escalada de tensões com EUA e Coreia do Sul

A Coreia do Norte deu um passo importante em direção ao fortalecimento de seu arsenal nuclear ao incorporar o status de potência nuclear à sua Constituição. Segundo a agência de notícias oficial KCNA, o líder norte-coreano, Kim Jong-un, afirmou durante uma reunião da Assembleia Popular do país que a política de construção de uma força nuclear foi estabelecida como lei básica do Estado, tornando-se irreversível.

Essa medida ocorre em meio ao aumento das tensões na Península Coreana, com o representante da Coreia do Norte nas Nações Unidas, Kim Song, advertindo sobre o risco iminente de uma guerra nuclear e acusando os Estados Unidos de agirem imprudentemente e elevarem as tensões na região. Segundo ele, a responsabilidade também recai sobre as forças sul-coreanas, que estariam buscando impor uma guerra nuclear contra a Coreia do Norte.

Ao longo deste ano, a Coreia do Norte realizou um número recorde de testes de armas, gerando especulações sobre a possibilidade de um sétimo teste nuclear. Essas ações têm aumentado as tensões com a Coreia do Sul e os Estados Unidos, que por sua vez têm intensificado os exercícios militares conjuntos na região.

Essa situação tem resultado na paralisação dos laços diplomáticos entre as duas Coreias e reduzido significativamente as chances de uma negociação para a desnuclearização da Península. Há cerca de um ano, a Assembleia Popular aprovou uma lei declarando a Coreia do Norte uma potência nuclear, afirmando que esse status era irreversível e permitindo o uso preventivo de armas nucleares. Agora, com a incorporação desse status à Constituição, o país dá mais um passo em direção ao fortalecimento de suas capacidades de defesa nacional.

Para Kim Jong-un, essa medida representa um evento histórico que fornecerá um poderoso recurso político para fortalecer as capacidades de defesa do país. No entanto, essa decisão foi recebida com preocupação pela comunidade internacional, que tem expressado temor em relação ao programa nuclear norte-coreano.

Diante desse cenário, resta saber como os Estados Unidos, a Coreia do Sul e demais países envolvidos na questão da desnuclearização da Península Coreana irão responder a essa escalada dos programas nucleares da Coreia do Norte. A situação permanece tensa e a possibilidade de uma resolução pacífica parece cada vez mais distante.

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