Feliciano informou que o preço do petróleo Brent, que antes estava na faixa de US$ 60, saltou para mais de US$ 120, afetando a navegação no estreito de Ormuz, uma rota crucial para a exportação de petróleo. Esse aumento de custo, segundo o ministro, impõe desafios adicionais ao turismo e à economia em geral. “Se não tivesse esse conflito, nós poderíamos estar melhorando”, lamentou Feliciano.
Ainda assim, o ministro enalteceu os recordes no setor, afirmando que entre janeiro e junho de 2026, o Brasil registrou 5,26 milhões de turistas internacionais, marcando um expressivo crescimento de 13,3% em relação ao ano anterior. Ele destacou a geração de empregos como um dos aspectos mais gratificantes, com mais de 2,4 milhões de postos de trabalho formalizados no setor, beneficiando diretamente diversas comunidades. “É uma transformação que pode proporcionar um futuro melhor às famílias”, ressaltou.
Adicionalmente, Feliciano anunciou uma nova linha de crédito destinada a pequenos e microempreendedores turísticos através do Fundo Geral de Turismo (Fungetur), que disponibiliza mais de R$ 1 bilhão em 2026, prometendo taxas de juros competitivas. Essa medida visa superar as barreiras de acesso ao crédito, que dificultam o crescimento de pequenos negócios nesse setor.
O ministro também enfatizou os investimentos em infraestrutura, citando reformas significativas nos aeroportos, como o Galeão, em Rio de Janeiro, e os de Congonhas e Guarulhos, em São Paulo. Embora evite fazer projecções a respeito de seu futuro à frente do ministério, as melhorias na conectividade e acessibilidade devem impulsionar ainda mais o setor turístico, contribuindo para um cenário otimista, mesmo frente aos desafios externos.




