Simões não hesitou em apontar “oportunistas de plantão” que, segundo ele, estão se aproveitando do cenário instável. Ao mencionar Cunha, que transferiu seu domicílio eleitoral para Minas e se prepara para uma candidatura à Câmara, o governador disparou: “A polarização levou ao retardamento das decisões e os oportunistas de plantão viram aí uma possibilidade de ressuscitar cadáveres como o de Eduardo Cunha”, questionando a presença do ex-deputado, que cumpre pena por corrupção e perdeu seu mandato.
Cunha, por sua vez, defendeu sua transferência para Minas, afirmando que o estado representa “a síntese do Brasil”. Desde sua cassação em 2016, o ex-parlamentar passou por tentativas frustradas de retomar a vida política, e sua escolha por Minas busca, segundo suas palavras, evitar o concorrente direto com a filha, a deputada Dani Cunha, que foi escolhida pelo Rio de Janeiro.
Em um tom provocativo, Cunha respondeu às críticas de Simões nas redes sociais, insinuando que o governador busca uma justificativa para seu queixoso isolamento político, e afirmando que ele poderia facilmente terminar em último lugar nas eleições. Cunha argumentou que Simões carece de apoios, mesmo dentre seus aliados, e ressaltou que os mineiros merecem algo melhor do que ele.
Enquanto isso, a situação política em Minas se complica. O Republicanos anunciou que não apoiará mais Cunha, optando pela candidatura de Marcelo Aro, do PP. Essa mudança foi encarada por Simões e Zema como uma traição, já que inicialmente Aro estava alinhado com a candidatura do governador.
Adicionalmente, o irmão de Cleitinho Azevedo, outro potencial candidato, expressou descontentamento com a situação, indicando uma possível retirada da política após o veto à candidatura do irmão.
As movimentações políticas em Minas continuam ganhando contornos interessantes, mas a rivalidade entre Cunha e Simões evidencia ainda mais as tensões necessárias para o sucesso nas urnas. Resta saber como essas jogadas afetarão o clima eleitoral até o dia decisivo.





