Colisão de helicópteros no Rio: uma aeronave já tinha registro de infração por operação clandestina e falta de documentação à Anac.

Na manhã do último domingo, uma trágica colisão aérea no Recreio dos Bandeirantes, no Rio de Janeiro, resultou na morte de seis pessoas. Entre as aeronaves envolvidas, uma delas já havia sido alvo de um auto de infração por parte da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) devido à “recusa de exibição de livros, documentos contábeis, informações ou estatísticas aos agentes da fiscalização”.

A autuação, registrada no ano anterior, emergiu de uma investigação desencadeada por uma denúncia anônima que alertava o órgão regulador sobre a possibilidade de que o helicóptero PP-MAC estivesse operando como táxi aéreo clandestino. Durante a apuração, a empresa responsável pela aeronave não apresentou os documentos solicitados dentro do prazo definido, o que motivou a sanção por parte da Anac.

Em detalhes, a denúncia afirmou que a aeronave estava realizando operações no Aeroporto de Jacarepaguá, localizado na Zona Oeste da cidade, e apresentava irregularidades preocupantes. Entre as acusações, constava que o helicóptero operava com “manutenção vencida e diário de bordo com lançamento inconsistente de horas totais voadas”. Este tipo de negligência é alarmante, pois coloca em risco a segurança dos passageiros e da população que vive nas áreas circunvizinhas.

Registros da Anac mostram que, após a recusa em fornecer os documentos requeridos, a agência não apenas aplicou o auto de infração, mas também recomendou que a aeronave e o Aeroporto de Jacarepaguá fossem monitorados com uma fiscalização presencial. Essa medida visava validar as denúncias e assegurar que situações semelhantes não ocorressem no futuro.

O fatal acidente evidenciou lacunas na fiscalização e na regularidade das operações aéreas na região, levantando questões adequadas sobre a segurança dos serviços de táxi aéreo. Com a perda de vidas tão trágica, é imprescindível que a Anac e os órgãos competentes reavaliem seus protocolos de segurança e fiscalização, garantindo que situações de risco sejam reprimidas antes que resultem em tragédias. A busca por transparência e responsabilidade nas operações aéreas deve ser uma prioridade para evitar que novos incidentes ocorram.

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