Cleitinho Azevedo, líder em Minas, desiste da candidatura ao governo e cita dificuldades pessoais após perda familiar: “Não adianta entrar numa campanha assim”.

Em uma reviravolta surpreendente nas eleições de Minas Gerais, o senador Cleitinho Azevedo, do Republicanos, anunciou nesta segunda-feira (3) que não irá concorrer ao cargo de governador, apesar de ter liderado as pesquisas de intenção de voto. A decisão, comunicada por meio das redes sociais, vem após um período de incertezas e especulações sobre sua candidatura.

Na semana passada, fontes do partido já haviam sinalizado que Azevedo não participaria da corrida eleitoral. No entanto, o senador havia se mostrado confiante em entrar na disputa. O presidente nacional do Republicanos, deputado federal Marcos Pereira, informou que a decisão de Azevedo foi motivada por questões pessoais, especialmente após a recente perda de seu irmão, Matheus Augusto Azevedo, em decorrência de uma batalha contra a leucemia. Pereira destacou que a reunião que resultou na decisão durou mais de cinco horas, indicando a gravidade da situação enfrentada pelo senador.

Azevedo fez questão de se desculpar publicamente e expressou a dificuldade emocional que está vivendo neste momento delicado. Em sua declaração, ressaltou que não seria justo entrar em uma campanha enquanto ainda está lidando com suas questões pessoais e familiares. “Não adianta entrar numa campanha do jeito que eu estou. Não adianta eu querer cuidar de vocês se eu não estou cuidando de mim e da minha família. Tenho que ser honesto e falar a verdade”, escreveu.

Esse anúncio de desistência sucede um momento em que Azevedo havia revelado sua intenção de concorrer, até mesmo compartilhando um vídeo de inteligência artificial onde interagia com memórias de seu pai e irmão falecidos. No vídeo, ele expressava suas preocupações com a segurança da população mineira e demonstrava uma “missão” que se propôs a cumprir.

Em nota anterior, o diretório do Republicanos afirmou que, embora tenha fornecido condições para a candidatura de Cleitinho, uma decisão firme de sua parte nunca foi concretizada até a convenção estadual do partido, realizada em 25 de julho. O comunicado denunciava, de maneira crítica, a falta de compromisso do senador, que incluiu sinais contraditórios e indefinições que dificultavam a construção de um projeto coletivo.

Com a desistência de Cleitinho, novas dinâmicas emergem para as eleições em Minas. Segundo a última pesquisa Quaest, publicada em 28 de julho, ele liderava as intenções de voto, enquanto seu substituto natural, o ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, aparece em segundo com 15%. Os indecisos somam 27%, o que mantém a disputa em aberto e repleta de possibilidades à medida que novas articulações políticas se desenrolam.

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