Os pesquisadores utilizaram uma fusão de fotogrametria e varredura a laser para criar a reconstrução digital. A fotogrametria envolveu a coleta de 513 fotografias para gerar uma imagem tridimensional, enquanto a varredura a laser registrou milhões de medições das superfícies da cisterna. O resultado foi um modelo digital que proporciona uma compreensão mais rica e precisa do design e da função desse antigo sistema de abastecimento de água.
A cisterna possui uma capacidade impressionante de aproximadamente 2.180 metros cúbicos, o que equivale a cerca de 2,18 milhões de litros, com uma base estimada de 437 metros quadrados e profundidade de cinco metros. Os pesquisadores identificaram também que cerca de 820 metros cúbicos de sedimento se acumularam no interior, ocupando cerca de 37,5% de seu espaço original. Essas deposições sedimentares, que em algumas áreas chegam a ultrapassar dois metros de profundidade, evidenciam tanto a dinâmica natural ao longo dos séculos quanto o uso contínuo da estrutura após o período romano.
Ademais, as investigações incluíram a análise de bacias de sedimentação adjacentes e uma fonte conectada ao sistema. A disposição estratégica da cisterna no ponto mais alto da encosta, com as bacias em um nível inferior e a fonte na posição mais baixa, sugere um fluxo de água otimizado pela gravidade, estabelecendo a cisterna como o principal reservatório.
Embora canais que possam ter conectado essas estruturas não tenham sobrevivido ao teste do tempo, a pesquisa indica que havia uma rede coordenada e funcional, em que a água era armazenada, permitida a decantação e, então, distribuída. Este estudo, portanto, não apenas ilumina a grandeza da engenharia romana, mas também destaca a importância desse sistema hidráulico na vida cotidiana da época, ressaltando a sofisticação das técnicas de gestão de água utilizadas por essa antiga civilização.





