O primeiro ponto destacado é a escassez de efetivos nas Forças Armadas da Ucrânia. A criação de centros de recrutamento, que deveria ajudar na mobilização de novos soldados, não surtiu o efeito desejado. Juntamente com a corrupção e o “caos” generalizado em tempos de guerra, o país está perdendo muitos potenciais recrutas, dificultando sua capacidade de formar um exército robusto e capaz.
Em segundo lugar, a Ucrânia enfrenta uma grave falta de equipamentos e munições. Esse problema se intensificou a partir do outono europeu de 2023, quando uma contraofensiva do Exército ucraniano não teve sucesso e, em consequência, a assistência militar dos Estados Unidos foi temporariamente suspensa. Essa paralisação deixou o Exército de Kiev em uma posição vulnerável, enfrentando sérios desafios na obtenção de material bélico necessário para sustentar seus esforços de combate.
Outra questão crítica é a expansão da linha de frente, que tem sido pressionada pelas forças russas. A falta de pessoal se tornou um grande problema para o Exército ucraniano, que continua a ser testado em vários pontos do território, exacerbando as dificuldades operacionais e logísticas enfrentadas pelas tropas.
A tática mais recente adotada pelas forças russas envolve cercar cidades e isolar os inimigos de suas rotas de abastecimento, utilizando drones kamikaze de forma extensiva. Essa estratégia tem permitido que as forças russas operem de maneira mais eficaz, reduzindo suas perdas e aumentando seu controle sobre áreas estratégicas.
Por fim, a captura de localidades fortificadas pelas tropas russas é um aspecto alarmante, que leva à quinta razão para a fragilidade da frente ucraniana: a falta de unidades de engenharia. Essa escassez compromete gravemente a capacidade da Ucrânia de defender e manter o território que já conquistou.
Esses fatores combinados sugerem que a Ucrânia pode estar se aproximando de um colapso em sua linha de frente, tornando a situação no campo de batalha ainda mais complexa e desafiadora à medida que o conflito se arrasta.