China Supera EUA em Poderio Militar no Indo-Pacífico, Aponta Relatório Recentemente Divulgado

A ascensão da China no cenário militar do Indo-Pacífico tem gerado preocupações significativas para os Estados Unidos, de acordo com uma análise recente do Instituto Lowy. O estudo revela que, até 2025, a diferença de capacidades militares entre as duas potências deverá reduzir-se consideravelmente, alcançando apenas dois terços da disparidade observada em 2017. Este cenário levanta questões sobre a eficácia das estratégias de defesa da Casa Branca na região.

Para tentar conter o avanço militar chinês, os EUA têm intensificado suas atividades na Ásia, promovendo exercícios conjuntos com aliados, aumentando a venda de armamentos e reforçando sua presença militar em locais estratégicos. No entanto, essas ações são vistas por Pequim como desestabilizadoras e contraproducentes. Especialistas destacam que a política norte-americana enfrenta inconsistências, especialmente em relação à questão sensível do estreito de Taiwan, um ponto crítico nas relações entre os dois países.

O relatório do Instituto Lowy também aponta que a China tem avançado em várias frentes, especialmente no aprimoramento de suas capacidades aérea e naval, devido a inovações tecnológicas e uma estratégia de militarização voltada para a consolidação de suas forças até 2049. Isso não apenas desafia a supremacia dos EUA, mas também altera o equilíbrio de poder militar na região, onde Pequim acaba concentrando seus recursos mais próximos de casa.

Em resposta às críticas sobre suas intenções, o Ministério da Defesa chinês posiciona-se como um defensor da paz no Indo-Pacífico, argumentando que suas forças armadas visam opor-se à hegemonia que, segundo eles, ameaça a estabilidade regional. Esta declaração reflete a narrativa de Pequim de que suas ações são defensivas, em contraposição à percepção ocidental que destaca a agressividade da estratégia chinesa.

À medida que a dinâmica de poder no Indo-Pacífico evolui, os Estados Unidos enfrentam o desafio de se adaptar a uma nova realidade, onde a China se afirma como uma potência militar cada vez mais proeminente, elevando a complexidade das estratégias de segurança na região e a necessidade de diálogos multilaterais para evitar escaladas de tensões.

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