Para tentar conter o avanço militar chinês, os EUA têm intensificado suas atividades na Ásia, promovendo exercícios conjuntos com aliados, aumentando a venda de armamentos e reforçando sua presença militar em locais estratégicos. No entanto, essas ações são vistas por Pequim como desestabilizadoras e contraproducentes. Especialistas destacam que a política norte-americana enfrenta inconsistências, especialmente em relação à questão sensível do estreito de Taiwan, um ponto crítico nas relações entre os dois países.
O relatório do Instituto Lowy também aponta que a China tem avançado em várias frentes, especialmente no aprimoramento de suas capacidades aérea e naval, devido a inovações tecnológicas e uma estratégia de militarização voltada para a consolidação de suas forças até 2049. Isso não apenas desafia a supremacia dos EUA, mas também altera o equilíbrio de poder militar na região, onde Pequim acaba concentrando seus recursos mais próximos de casa.
Em resposta às críticas sobre suas intenções, o Ministério da Defesa chinês posiciona-se como um defensor da paz no Indo-Pacífico, argumentando que suas forças armadas visam opor-se à hegemonia que, segundo eles, ameaça a estabilidade regional. Esta declaração reflete a narrativa de Pequim de que suas ações são defensivas, em contraposição à percepção ocidental que destaca a agressividade da estratégia chinesa.
À medida que a dinâmica de poder no Indo-Pacífico evolui, os Estados Unidos enfrentam o desafio de se adaptar a uma nova realidade, onde a China se afirma como uma potência militar cada vez mais proeminente, elevando a complexidade das estratégias de segurança na região e a necessidade de diálogos multilaterais para evitar escaladas de tensões.









