Durante uma entrevista exclusiva ao Metrópoles na última quarta-feira, Zelensky classificou o plano como “destrutivo” e ainda acusou, sem apresentar provas, China e Brasil de consultarem a Rússia sobre a iniciativa, enquanto a Ucrânia teria sido deixada de fora. Em resposta, Mao Ning, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, afirmou que a China manteve comunicação próxima com a Ucrânia sobre a crise, e que continuará promovendo conversas pela paz e desempenhando um papel construtivo na solução política do conflito.
O embaixador do Brasil em Kiev, Rafael de Mello Vidal, também rebateu as críticas de Zelensky, afirmando que o Brasil mantém uma postura histórica de neutralidade diante de crises como a guerra na Ucrânia. Vidal ressaltou que o Brasil não é pró-Rússia ou pró-Ucrânia, mas sim pró-paz, e que a proposta elaborada não foi negociada previamente com a Rússia.
Vidal ainda enfatizou que a proposta de paz inclui a participação de ambos os lados em conflito nas discussões, e que ela surgiu a partir de um encontro entre o ministro Celso Amorim e autoridades chinesas em Pequim. Desta forma, o embaixador brasileiro reiterou o compromisso do Brasil com a paz e destacou que a proposta visa encerrar a tragédia humanitária causada pela guerra na Ucrânia.
Com isso, a posição da China e do Brasil em relação à proposta de paz apresentada em conjunto se mantém firme, buscando uma solução pacífica para a crise na Ucrânia e contando com o apoio de mais de uma centena de países ao redor do mundo.





