Wang enfatizou que, como representantes do Sul Global, os países do BRICS devem liderar esforços para promover a justiça internacional e garantir um desenvolvimento equitativo. Essa postura não somente reforça a relevância do bloco, mas também busca aumentar seu peso político e diplomático na arena mundial. Para ele, alcançar consensos em questões de segurança requer um compromisso compartilhado por uma visão cooperativa, que priorize soluções políticas e o diálogo sobre disputas.
Dentre os desafios específicos mencionados, Wang destacou a necessidade de uma resposta coordenada ao terrorismo, a oposição à militarização do espaço, e o fortalecimento da cooperação em áreas estratégicas como energia e segurança alimentar. Além disso, o diplomata sublinhou a urgência de ações conjuntas, como a luta contra o surto de Ebola na África, que demanda uma resposta solidária por parte dos membros do BRICS.
Outro ponto abordado foi a governança em setores emergentes, como o da inteligência artificial. Wang defendeu que o bloco deve contribuir ativamente na criação de diretrizes que assegurem um desenvolvimento seguro e responsável dessa tecnologia. Ele pediu apoio às Nações Unidas como o principal fórum para a governança do ciberespaço, sublinhando a relevância de um esforço colaborativo para lidar com os riscos associados a inovações digitais.
Por fim, o ministro reiterou que o fortalecimento do BRICS está ancorado na igualdade e na mutualidade entre seus membros, sendo a solidariedade a sua fonte de força. Em um futuro próximo, a China assumirá a presidência rotativa do grupo, e Wang expressou a disposição do país para trabalhar em parceria com os demais membros na construção de um futuro pautado pela paz e prosperidade. Assim, a união do BRICS se apresenta como um passo essencial para enfrentar os desafios globais e preservar o multilateralismo em um mundo cada vez mais polarizado.





