De acordo com a proposta, os gastos com defesa começariam em US$ 926,5 bilhões para o ano fiscal de 2026, seguindo um padrão crescente ao longo dos anos subsequentes. O aumento planejado incluiria US$ 972,8 bilhões para 2027 e, eventualmente, culminaria em um orçamento superior a US$ 1 trilhão no ano fiscal de 2028. Este incremento no orçamento indicaria um comprometimento sério com a modernização e o fortalecimento das capacidades militares dos EUA em um momento em que as tensões globais se intensificam, especialmente em relação à China.
Austin enfatizou que o financiamento do Pentágono não se destina a cobrir assistência militar a países como Ucrânia e Israel, nem a recuperar estoques de armas dos EUA que foram enviados a essas nações. Segundo ele, essa assistência deve ser financiada por meio de dotações suplementares, deixando o orçamento central focado nas necessidades internas de defesa.
Esse aumento nos gastos é respaldado na Estratégia Nacional de Defesa, que dá ênfase ao reforço de alianças e à preparação para possíveis confrontos com potências adversárias, como a China. Contudo, a proposta não foi acompanhada por uma justificativa detalhada que explique as razões específicas para essa ampliação expressiva do orçamento militar.
Embora o ambiente geopolítico atual aparente justificar tais investimentos, um porta-voz do Pentágono não forneceu comentários adicionais em resposta a solicitações de esclarecimento sobre essa iniciativa, mantendo o foco nas diretrizes orçamentárias que foram apresentadas. A expectativa é que o Congresso dos EUA analise essa proposta de maneira criteriosa, considerando os desafios econômicos e políticos que o país enfrenta.