Chefe do Pentágono propõe aumento de gastos com defesa para US$ 1 trilhão até 2028, focando em segurança nacional e confrontos com a China.

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Lloyd Austin, apresentou uma proposta que visa aumentar significativamente o orçamento militar do país, com a previsão de gastos que podem ultrapassar a marca de US$ 1 trilhão até o ano fiscal de 2028. Essa iniciativa, revelada em uma carta datada de 27 de novembro, sugere ao governo dos EUA a elaboração de um plano de defesa de cinco anos, a ser preparado para a administração do futuro presidente, Donald Trump.

De acordo com a proposta, os gastos com defesa começariam em US$ 926,5 bilhões para o ano fiscal de 2026, seguindo um padrão crescente ao longo dos anos subsequentes. O aumento planejado incluiria US$ 972,8 bilhões para 2027 e, eventualmente, culminaria em um orçamento superior a US$ 1 trilhão no ano fiscal de 2028. Este incremento no orçamento indicaria um comprometimento sério com a modernização e o fortalecimento das capacidades militares dos EUA em um momento em que as tensões globais se intensificam, especialmente em relação à China.

Austin enfatizou que o financiamento do Pentágono não se destina a cobrir assistência militar a países como Ucrânia e Israel, nem a recuperar estoques de armas dos EUA que foram enviados a essas nações. Segundo ele, essa assistência deve ser financiada por meio de dotações suplementares, deixando o orçamento central focado nas necessidades internas de defesa.

Esse aumento nos gastos é respaldado na Estratégia Nacional de Defesa, que dá ênfase ao reforço de alianças e à preparação para possíveis confrontos com potências adversárias, como a China. Contudo, a proposta não foi acompanhada por uma justificativa detalhada que explique as razões específicas para essa ampliação expressiva do orçamento militar.

Embora o ambiente geopolítico atual aparente justificar tais investimentos, um porta-voz do Pentágono não forneceu comentários adicionais em resposta a solicitações de esclarecimento sobre essa iniciativa, mantendo o foco nas diretrizes orçamentárias que foram apresentadas. A expectativa é que o Congresso dos EUA analise essa proposta de maneira criteriosa, considerando os desafios econômicos e políticos que o país enfrenta.

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