As autoridades chadianas expressaram gratidão à França pelos anos de colaboração, mantendo a disposição para buscar novas formas de parceria que possam beneficiar ambas as nações. Apesar do fim do acordo específico, o comunicado sublinha que essa decisão não gera rupturas nas relações históricas e amistosas entre os dois países. O Chade pretende continuar mantendo compromissos em áreas de interesse comum, enfatizando a importância de um diálogo construtivo.
O contexto da decisão reflete as crescentes tensões entre as nações do Sahel e a presença militar francesa na região, onde ataques de grupos extremistas, como o Boko Haram, têm se intensificado. Esses atos de violência, notadamente contra civis, têm gerado uma preocupação significativa no Chade, que se vê na necessidade urgente de garantir a segurança interna e regional. Especialistas sugerem que a obtenção de apoio dentro da Aliança dos Estados do Sahel (AES), uma coalizão criada por países como Mali, Níger e Burkina Faso, seria uma alternativa estratégica para enfrentar a ameaça do terrorismo.
Youssouf Adam Abdallah, especialista em segurança internacional, analisou que a criação de uma força militar conjunta poderia ser crucial para o combate efetivo aos grupos extremistas. Ademais, o Chade já participa de outras coalizões de segurança com os vizinhos Mali e Níger, o que reforça a lógica de se unir à AES. Nesse sentido, a recente declaração do governo chadiano sobre a rescisão do acordo com a França não apenas representa um passo em direção à reavaliação das parcerias de segurança, mas também reafirma o compromisso do país em buscar soluções autônomas e colaborativas na luta contra o terrorismo em uma região marcada pela instabilidade.





