Os participantes, em sua maioria devotos do movimento Hare Krishna, conduziram carruagens ornamentadas com as imagens das divindades Jagannatha, Baladeva e Subhadra. Durante o trajeto, entoaram o maha-mantra Hare Krishna, acompanhado por um som contagiante de tambores e outros instrumentos de percussão. A atmosfera era de celebração, reverência e alegria, refletindo a essência do vaishnavismo, uma corrente do hinduísmo que propõe uma conexão pessoal e amorosa com Deus.
Jay Gokula Das, presidente do Templo Hare Krishna Suzano Mandir e um devoto ativo há mais de 50 anos, explicou o significado especial da data. Ele destacou que essa é uma ocasião em que as divindades saem do altar para abençoar os presentes com o darshan, um olhar sagrado. Além de abordar sua longa trajetória dentro do movimento, Gokula Das acentuou que o vaishnavismo vai além de uma prática religiosa e representa uma das vertentes mais antigas da espiritualidade.
Entre os participantes, a artista de dança Rasa Priya, que veio de Belém (PA), compartilhou que sua conexão com o movimento começou há seis anos, em outro evento similar. Para ela, a motivação para participar do festival vai além da devoção individual; é também uma forma de propagar a cultura e a espiritualidade por meio da música e da dança. “O que me motiva é propagar essa manifestação cultural e compartilhar essa celebração com todos que passam por aqui”, afirmou.
O Festival Ratha Yatra, que possui raízes profundas na cultura e espiritualidade indianas, também reflete a expansão do movimento Hare Krishna, formalmente introduzido no Ocidente em 1965. Através de eventos como este, as tradições do hinduísmo continuam a ganhar visibilidade, promovendo não apenas a prática religiosa, mas também um espaço para intercâmbio cultural em um país diversificado como o Brasil.





