Após uma investigação minuciosa, que incluiu a realização e divulgação de uma reprodução simulada da morte em 15 de outubro, o laudo apontou que Maria Katharina teria capacidade de amarrar a corda em seu próprio pescoço. Tal conclusão trouxe a público a possibilidade de suicídio, aparentemente afastando a suspeita de um assassinato e consequentemente a participação direta do pai no ato fatal. No entanto, o promotor de Justiça Luiz Alberto de Holanda Paes Pinto, responsável pelo caso, apresentou uma perspectiva mais crítica sobre a conduta parental que a menina enfrentava.
A denúncia agora formalizada pelo MPE/AL destaca um complexo ambiente de maus-tratos e abandono. De acordo com Luiz Alberto de Holanda, as atitudes do pai foram decisivas para o desfecho trágico. Relatos indicam que a criança e seus irmãos eram frequentemente sujeitos a uma série de abusos, incluindo a prática de tortura-castigo. As crianças dormiam em baias de cavalos como forma de punição, evidenciando um cenário de violência física, psicológica e verbal que teria impactado profundamente o bem-estar e a saúde mental de Maria Katharina.
O promotor ressaltou que ao deixar a filha sozinha e vulnerável, o denunciado contribuiu significativamente para o desfecho fatídico, instigando um possível suicídio. A denúncia abriu um debate sobre a necessidade urgente de proteção efetiva para crianças em situação de risco, destacando o imperativo de atenção e intervenção das autoridades em contextos domésticos abusivos. Enquanto a justiça se faz necessária para apuração completa dos fatos, o caso de Maria Katharina reverbera como um símbolo de alerta e sensibilização para a proteção dos direitos das crianças.