Durante seu discurso, Cármen Lúcia lembrou que, ao longo da história, o acesso à informação e ao conhecimento foi restringido, especialmente para as mulheres, que muitas vezes foram excluídas de espaços de aprendizado fundamentais. Essa exclusão, segundo ela, é uma barreira que impede que direitos sejam compreendidos e reivindicados. A ministra enfatizou a necessidade de conhecimento como base para a busca por justiça e igualdade, reiterando que, em um país como o Brasil, essa busca é ainda mais complexa devido à desigualdade social.
Após a reunião, um ato simbólico contra o feminicídio foi realizado em frente à Universidade Federal Fluminense, embora a ministra não tenha participado por questões de segurança. A ministra da Mulher, Márcia Lopes, que também se fez presente no evento, destacou em seu discurso a importância da liberdade das mulheres e sua posição como protagonistas em suas próprias histórias. “Queremos as mulheres vivas, por todas aquelas que partiram”, disse Lopes, referindo-se às tantas vítimas de violência que deixaram marcas profundas na sociedade.
Francilene Procópio Garcia, presidente da SBPC e cientista política, fez questão de ressaltar que Niterói está há 18 meses sem registrar casos de feminicídio, elogiando a gestão do prefeito Rodrigo Neves. Segundo ela, essa realidade é um exemplo de que a luta contra a violência de gênero pode ter resultados positivos.
Os alarmantes números do feminicídio no Brasil, que em 2025 fechou com um recorde de 1.571 vítimas, conforme dados recentes, destacam a urgência de ações efetivas e políticas públicas que garantam a segurança e os direitos das mulheres. Com a segurança da mulher se tornando um ponto crítico na atual agenda eleitoral, a discussão sobre esses temas se torna não apenas necessária, mas imprescindível.
