Com 83 anos, o ex-treinador permanece sedado, sendo submetido a diálise. O hospital que cuida do seu caso, o Hospital Samaritano Barra, atualizou seu estado de saúde, afirmando que, embora grave, ele está estável. O pneumologista intensivista Arthur Vianna, junto a uma equipe médica multidisciplinar, acompanha de perto a recuperação de Parreira, que ainda não tem previsão de alta da Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
A batalha de Parreira contra a saúde fragilizada não é recente. Ele convive há anos com um linfoma de Hodgkin, uma forma de câncer que afeta o sistema linfático, importante para a defesa imunológica do corpo. O diagnóstico foi revelado pelo próprio Parreira em 2022, e desde então, ele tem enfrentado um longo tratamento que inclui diversas fases e intervenções médicas. O linfoma de Hodgkin é caracterizado pela multiplicação descontrolada de células do sistema imunológico, inicialmente se manifestando em linfonodos do pescoço ou do tórax, podendo se espalhar para outras partes do corpo se não tratado adequadamente.
Parreira tem sido uma figura emblemática na história do futebol brasileiro. Ele treinou a seleção nacional que conquistou a Copa do Mundo de 1994, encerrando um jejum de títulos mundiais que durava 24 anos. Sua carreira inclui a participação em seis Copas do Mundo como técnico, além de passagens por diversas equipes e seleções ao redor do mundo, consolidando sua reputação como um dos mais respeitados profissionais da área. Ações e palavras de apoio têm chegado de todos os cantos, refletindo a admiração que Parreira conquistou ao longo de sua notável trajetória esportiva. A comunidade do futebol e seus fãs continuam na torcida por sua recuperação e pelo retorno ao convívio familiar e esportivo.





