Candidatura de Haddad ao governo de SP enfrenta impasses na definição da vice; Marina Silva e Márcio França empatam na disputa ao Senado.

A indefinição ainda permeia a formação da chapa de Fernando Haddad (PT) para o governo de São Paulo. Recentemente, uma pesquisa apontou um empate entre os ex-ministros Marina Silva (Rede) e Márcio França (PSB) na disputa pelo Senado, revelando 12% das intenções de voto para ambos. A ex-ministra Simone Tebet (PSB) lidera o cenário com 14%, mas as três candidaturas apresentam resultados próximos dentro da margem de erro de dois pontos percentuais. Essa situação delicada complica o diálogo sobre quem deve ocupar a vaga de vice na chapa de Haddad.

Nos bastidores, existe uma expectativa em torno da permanência de Tebet na disputa e de um entendimento entre Marina e França, o que poderia facilitar a formação da chapa. Fontes próximas ao candidato têm mencionado que Haddad está diretamente envolvido nas conversações, reforçando a ideia de que há tempo para uma definição clara, apesar dos obstáculos.

Haddad já expressou, em entrevistas, a intenção de contar com um dos três ex-ministros como vice, além de considerar nomes como Teresa Vendramini, ex-presidente da Sociedade Rural Brasileira, e Marcelo Barbieri, ex-prefeito de Araraquara, ambos do PDT. Em uma declaração recente, o petista enfatizou seu desejo de ter uma mulher como vice, embora ainda não tenha formalizado qualquer convite.

O coordenador da campanha, deputado estadual Emídio de Souza (PT), destacou que o equilíbrio nas pesquisas é apenas um dos critérios a serem considerados na formação da chapa. Ele mencionou a importância do potencial de crescimento de cada candidato e o perfil das candidaturas. Emídio também apontou que a indefinição não se limita ao campo de Haddad, já que o atual governador, Tarcísio de Freitas (Republicanos), enfrenta sua própria incerteza sobre a composição da chapa.

Enquanto isso, no cenário adversário, Tarcísio está configurando um palanque com figuras como o deputado federal Guilherme Derrite (PP) e o presidente da Assembleia Legislativa, André do Prado (PL), que também estão buscando espaço na corrida pelo Senado.

França, por sua vez, minimizou a rivalidade entre os ex-ministros, afirmando que a situação apresenta quatro nomes para quatro vagas na chapa majoritária e que a decisão final ficará a cargo do presidente Lula, referindo-se a ele como o “técnico da Seleção Brasileira”. Mesmo após ter sido preterido em uma eleição anterior contra Tarcísio, França se sente otimista com a representação do PSB, já que Tebet está na composição.

Marina, por sua vez, comentou sobre o resultado da pesquisa, indicando que estar bem posicionada é um bom sinal e ressalta a força do seu grupo político em São Paulo. Ela se apresentou como a candidata mais conhecida entre os eleitores, embora também enfrente a maior rejeição, com 48% dos entrevistados afirmando que não votariam nela. Essa realidade ilustra o complexo cenário político que se forma à medida que as eleições se aproximam.

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