Candidato usa estratégia de confundir eleitores com números na urna para prejudicar concorrentes em São Paulo, apontam analistas.

O candidato Pablo Marçal (PRTB) tem adotado uma estratégia polêmica para tentar minar a concorrência nas eleições para a Prefeitura de São Paulo. Segundo analistas ouvidos pelo Broadcast Político, Marçal tem buscado confundir eleitores “distraídos” em relação aos números dos candidatos na urna, mirando especialmente Tabata Amaral (PSB) e Guilherme Boulos (PSOL).

A tática de Marçal foi evidenciada recentemente, quando o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) concedeu direito de resposta à deputada Tabata Amaral devido a um vídeo divulgado pelo ex-coach com informações falsas. No vídeo, Marçal afirmou que o número de Tabata era 13, associando erroneamente com o Partido dos Trabalhadores (PT).

Outra investida do candidato foi direcionada a Boulos durante um debate televisivo. Marçal fez uma associação entre o número do partido do presidente Lula (PT) e Boulos, sugerindo uma relação equivocada, o que acabou reforçando seu próprio número na urna.

De acordo com dados do Datafolha, uma parcela significativa de eleitores de Boulos e Tabata têm cometido equívocos em relação aos números dos candidatos, o que ilustra a eficácia da estratégia de Marçal. Especialistas afirmam que essa estratégia visa confundir eleitores menos atentos, privando-os da capacidade de tomar uma decisão informada.

Um caso emblemático ocorreu nas eleições de 2022 em São Paulo, onde cerca de 520 mil votos foram considerados nulos devido a confusão entre os números dos candidatos ao governo. Esse tipo de estratégia, baseada na desinformação e manipulação, é criticada por especialistas como uma forma populista e danosa ao processo democrático.

Mesmo diante de direitos de resposta e tentativas de esclarecimento, os especialistas alertam que é necessário desencorajar e combater de forma enfática esse tipo de estratégia, a fim de preservar a integridade das eleições e garantir que os eleitores possam exercer seu direito de voto com base em informações claras e corretas. A prática de confundir eleitores através de informações falsas deve ser combatida de maneira contundente para não se tornar um padrão na política brasileira.

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