Essa é a quarta vez que o candidato tenta desbloquear o serviço. Inicialmente, ele tentou uma notificação extraoficial à Meta, porém não obteve resposta. Em seguida, recorreu à Justiça Eleitoral, onde a empresa alegou que o bloqueio ocorreu devido ao descumprimento das normas da ferramenta. A juíza responsável pelo caso alegou questões empresariais e extinguiu o processo.
Diante da falta de retorno, Markun protocolou um novo processo eleitoral na última sexta-feira, ainda sem despacho. Os advogados do candidato argumentam que a Constituição garante o direito de resposta do Judiciário e que a urgência se deve à proximidade das eleições, marcadas para domingo.
O serviço de inteligência artificial, chamado Lex, foi criado por Markun para analisar os projetos de lei em tramitação na Câmara de São Paulo e garantir o cumprimento das regras da Justiça Eleitoral. A IA responde apenas a mensagens e não realiza buscas ativas de eleitores. Por sua vez, a Meta justificou o bloqueio alegando violação das políticas do WhatsApp Business por parte de políticos e candidatos.
Diante desse impasse, a situação de Pedro Markun permanece sem solução, enquanto ele aguarda uma decisão da Justiça Comum antes das eleições, buscando garantir o acesso ao chat de inteligência artificial que, segundo ele, é fundamental para seu trabalho como candidato a vereador em São Paulo.